segunda-feira, 15 de julho de 2013

Grandes ganhos com pequena perda de peso

Fonte: Agência Fapesp (15/07/2013)

foto:Léo Ramos/Revista Pesquisa FAPESP
Em adolescentes, perder apenas 8% do excesso de peso, o equivalente a uma redução de 6 a 11 quilogramas (kg) da massa corporal, pode ser o bastante para desfazer as alterações metabólicas causadas pela obesidade, manter a fome sob controle e sair da faixa de risco para diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, que normalmente acompanham a obesidade. “Não é preciso perder 20 kg em pouco tempo, como normalmente se procura fazer, para evitar os problemas de saúde que se agravam com o excesso de peso”, diz Ana Dâmaso, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenadora do estudo interdisciplinar que levou a essas conclusões. Durante um ano, médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e fisioterapeutas acompanharam 77 adolescentes de 14 a 19 anos e peso entre 101 e 120 kg, motivando-os a perderem peso gradativamente, por meio de exercícios físicos e da incorporação de uma dieta mais rica em verduras e frutas e de hábitos de vida mais saudáveis, como dormir mais cedo e pelo menos oito horas, em vez de passar a noite na internet comendo batatinhas fritas.

Outros estudos já haviam associado a obesidade a riscos crescentes de diabetes tipo 2, hipertensão, câncer, problemas nos rins, no pâncreas e no fígado, além de dificuldade para dormir, e detectado que uma perda de 5 kg de peso reduzia à metade o risco de diabetes. Agora, com esses novos estudos, começa a ser definido um valor de redução de peso – a ser confirmado ou ajustado por outros estudos – necessário para recolocar o organismo em ordem. Os avanços são relevantes porque os adolescentes representam um grupo de risco para problemas de saúde: estima-se que a prevalência de sobrepeso entre adolescentes no Brasil tenha triplicado – passou de 4% para 13% – na última década.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Terapia genética cura crianças impedidas de andar e falar

 Fonte: Folha de S. Paulo (12/07/2013)

Médicos italianos anunciaram a cura de uma doença que tira a capacidade das crianças de andar e falar. O estudo, anunciado na publicação científica Science, usou uma técnica pioneira de terapia genética para corrigir erros no DNA. Três pacientes que participaram do estudo já estão indo para a escola. Um segundo estudo, publicado ao mesmo tempo, mostrou que uma terapia semelhante pode reverter uma doença genética grave que afeta o sistema imunológico. Pesquisadores de terapia genética dizem que o resultado dos estudos é "realmente emocionante".

Ambas as doenças são causadas por erros no código genético do paciente - responsável pelo crescimento e funcionamento do corpo. Os bebês que nascem com leucodistrofia metacromática parecem saudáveis, mas seu desenvolvimento começa a regredir entre um e dois anos de idade, pois parte de seu cérebro é destruído. A Síndrome de Wiskott-Aldrich resulta num sistema imunológico deficiente. Ela torna os pacientes mais suscetíveis a infecções, cânceres, e o próprio sistema imunológico também pode atacar outras partes do corpo. 



quinta-feira, 4 de julho de 2013

Equívocos de redação prejudicam trabalhos científicos brasileiros

FONTE: Agência Fapesp (03/07/2013)

Os pesquisadores brasileiros têm se esforçado para melhorar suas habilidades em redação, mas ainda cometem erros ao escrever uma tese ou artigo, segundo Gilson Volpato, especialista em redação e publicação científica. Para Volpato, professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), isso ocorre porque muitos pesquisadores não dominam ainda conceitos básicos da redação científica.“Temos boas pesquisas no Brasil que, muitas vezes, são poucos citadas porque os resultados são mal apresentados. Isso se deve a uma série de equívocos sobre conceitos fundamentais na redação de um texto científico, que precisam ser corrigidos”, disse Volpato, à Agência FAPESP. De acordo com o autor – que dá cursos sobre o tema e já auxiliou pesquisadores a reescreverem mais de 250 artigos em humanas, exatas e biológicas –, um dos conceitos relacionados à estrutura e apresentação dos textos utilizado de maneira equivocada está na introdução.


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Dieta proposta em best-seller prega dois dias de quase jejum por semana

Fonte: Folha de S. Paulo (03/07/13)

Coma o que quiser a maior parte do tempo e, ainda assim, perca peso e seja saudável. A promessa está no livro "The Fast Diet" --em inglês, quer dizer dieta do jejum e dieta rápida. O regime está sendo alardeado pela imprensa britânica como o mais revolucionário desde Atkins (a dieta da proteína), e o livro, lançado em janeiro, lidera o ranking de best-sellers da versão local do site Amazon. Em setembro, chegará ao Brasil com o nome "A Dieta dos 2 Dias", pela editora Sextante. 

Os autores, o médico e produtor Michael Mosley e a jornalista Mimi Spencer, contam que, nos "dias de folga", consomem de batata recheada a peixe empanado. Ele emagreceu 8,5 kg em três meses; ela, 6 kg em seis meses. Mosley trabalha na rede de TV britânica BBC. Em 2012, foi cobaia em um documentário sobre jejum intermitente. Depois de testar jeitos de jejuar, Mosley criou seu método, chamado de 5 por 2. "As evidências mostram que a dieta intermitente é segura e dá mais benefícios para a saúde que uma dieta-padrão", disse Mosley à Folha.


COMPULSÃO
Embora a recomendação de Mosley seja não contar calorias nos dias de folga da dieta, ele diz que exagerar pode colocar tudo a perder. Mas, para o médico Amélio Godoy Matos, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a compensação acontece. "A pessoa vai comer mais nos outros dias." A variação entre quase jejum e fartura pode desencadear episódios de compulsão alimentar, de acordo com a nutricionista Adriana Kachani, do Instituto de Psiquiatria do HC de São Paulo. 

"É um comportamento de risco. A pessoa pode não saber que tem transtorno alimentar até fazer essa dieta."
A longo prazo, outro efeito visto em ratos de laboratório é o aumento da produção de radicais livres e o desenvolvimento de diabetes por insensibilidade à insulina."É uma dieta que perturba o controle do metabolismo", diz Bruno Chaussê, biólogo e pesquisador do Instituto de Química da USP. Para Matos, os benefícios não compensam o risco. "O melhor é comer menos sempre e de três em três horas."


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Quem são os donos do cardápio infantil?

 FONTE: UFRGS (24/06/13)



No sábado, 6 de julho, ocorre o II Seminário Universidades e Escolas, promovido pelo Núcleo Interdisciplinar de Prevenção de Doenças Crônicas na Infância da UFRGS. A atividade será realizada no Salão de Atos (Prédio 12108, Avenida Paula Gama, 110 – Campus Centro), com entrada franca.Inscrições prévias via sistema de extensão, com credenciamento a partir das 8h e início das palestras às 9h. Esta segunda edição do evento traz o tema “Quem são os donos do cardápio infantil?”, com objetivo de promover debate e troca de experiências entre a comunidade escolar, academia, jornalista e público em geral sobre o que as crianças estão comento e bebendo e as consequências diretas na saúde dos pequenos. “A universidade tem o compromisso social de promover o debate, de refletir sobre esse tema”, afirma a Pró-Reitora de Extensão da UFRGS, professora Sandra de Deus.