quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Esperança contra o câncer


Foto: Gustavo Lourenção
Parece loucura. Recentemente, uma pesquisa internacional foi publicada na prestigiosa revista British Journal of Cancer, demonstrando a utilização de campos eletromagnéticos (CEM) para tratar câncer disseminado no fígado. O estudo foi realizado com esforço conjunto de cientistas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, da Universidade do Alabama, nos EUA, e do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, liderados pelo oncologista paulista Frederico Costa. Isso mesmo. Os doentes receberam um tratamento totalmente não convencional. Um instrumento parecido com uma colher era colocado na boca dos pacientes e ligado por um cabo ao equipamento que gera a energia eletromagnética. O paciente fica sentado durante 60 minutos, três vezes ao dia. Pode ficar assistindo à televisão, lendo ou escrevendo. Geralmente não sente nada. Alguns têm um pouco de sono. O tratamento era repetido até que os médicos detectassem sua ineficiência eventual, com o crescimento dos tumores. Surpreendentes resultados. Além da tolerância tranquila, mais de 40% dos pacientes tiveram seu tumor estável, sem aumento de volume, ou tiveram redução do tamanho avaliada por tomografia computadorizada.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Estimular cérebro com eletricidade acelera aprendizado, diz estudo

BBC BRASIL (21/09/2011)
Leila Battison

Foto: Corbis Royalty Free
Estimular eletricamente o cérebro pode ajudar a aumentar a velocidade do aprendizado, segundo especialistas britânicos. Eles dizem que aplicar uma corrente elétrica de baixa intensidade em uma parte específica do cérebro pode aumentar sua atividade, tornando o aprendizado mais fácil. Os pesquisadores, da University of Oxford, na Inglatarra, estudaram cérebros de pacientes que sofreram derrames e de adultos saudáveis. Os resultados da pesquisa foram apresentados durante o British Science Festival, na cidade inglesa de Bradford. A equipe, liderada pela professora Heidi Johansen-Berg, usou uma tecnologia conhecida como ressonância magnética funcional para monitorar a atividade nos cérebros de pacientes que sofreram derrames enquanto tentavam recuperar sua capacidade motora, perdida como resultado da doença. Uma das principais revelações do estudo foi a de que o cérebro é muito flexível e pode se reestruturar, desenvolvendo novas conexões e alocando tarefas para áreas diferentes quando ocorre algum problema ou quando uma tarefa nova é realizada.


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

'Bolsas' na pálpebra sinalizam risco de ataques cardíacos, diz estudo

BBC BRASIL (16/09/2011)

Um estudo realizado na Dinamarca afirma que marcas amarelas nas pálpebras são um sinal de risco de ataque cardíaco e outras doenças, afirmam pesquisadores. A pesquisa, publicada no site especializado British Medical Journal mostra que pessoas que apresentam lesões cutâneas conhecida como xantelasmas estão 48% mais propensas a ter um infarto. As pequenas bolsas de tom amarelado situadas nas pálpebras são formadas por depósitos de colesterol. As marcas indicam ainda a formação de gordura em outras partes do corpo. Cardiologistas afirmam que a descoberta poderá auxiliar médicos a diagnosticar pacientes que possuem riscos de sofrer ataques cardíacos. Na década de 70, uma equipe de pesquisadores do Hospital Herlev, na Dinamarca, passou a acompanhar um grupo de 12.745 pessoas. Destes, um total de 4,4% apresentava xantelasmas.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

DIU reduz em 50% risco de tumores de colo do útero

Folha  (15/09/2011)

MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO

Mulheres que usam o método contraceptivo DIU (dispositivo intrauterino) têm 50% menos risco de desenvolver câncer de colo do útero em comparação com quem nunca usou o implante. As conclusões são do maior estudo já feito sobre o assunto, com dados de mais de 20 mil mulheres. A pesquisa, feita na Espanha, França e Holanda, foi publicada no periódico médico "Lancet". Os médicos revisaram dez estudos e ajustaram fatores como número de exames Papanicolaou e de parceiros sexuais para excluir outras causas para os resultados. Já se sabia que o DIU reduz o risco de câncer do endométrio, mas os resultados sobre a relação do dispositivo com tumores de colo de útero não eram claros até agora.



terça-feira, 13 de setembro de 2011

Anfetaminas são a segunda droga mais consumida no mundo

Agência Brasil (13/09/2011)

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os estimulantes do tipo anfetamínicos, como o ecstasy e a metanfetamina, droga estimulante do sistema nervoso central, são o segundo tipo mais consumido no mundo, atrás apenas da maconha. O dado está no Relatório Global de Estimulante do Tipo Anfetamínico, divulgado hoje (13) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc). O texto aponta que enquanto as apreensões de maconha, heroína e cocaína permaneceram praticamente estáveis em todo o mundo entre 2005 e 2009, nesse período houve claro aumento das apreensões de anfetaminas, com exceção do ecstasy que se manteve constante. De acordo com o relatório, o mercado de produção de anfetaminas evoluiu de uma indústria caseira, com produção em pequena escala, para um mercado com maior integração e grupos de crime organizado envolvidos ao longo da cadeia de produção e abastecimento. “Acessíveis e fáceis de fabricar, são drogas de escolha atraente para usuários em todas as regiões do mundo e oferecem aos criminosos uma entrada a mercados ainda não explorados. Ao contrário das drogas à base de plantas, as sintéticas podem ser fabricadas em qualquer lugar, com baixo investimento inicial por parte dos criminosos”, explica o texto. O relatório da Unodc mostra que a fabricação das metanfetaminas está sendo cada vez mais relatada na América Central e do Sul, com laboratórios sendo desmantelados no Brasil, na Guatemala e Nicarágua.